| Introdução
Neste final de Século XX, a vida
económica e as estruturas evoluem a uma velocidade que alguns consideram vertiginosa.
As técnicas evoluíram de uma forma
fulgurante, mercê da importância adquiridas pelas marcas e pela promoção comercial do
produto.
Assim, face às novas exigências da
modernização e dinamismo que se impõe ao comércio, os empresários procuram soluções
inovadoras para a gestão das suas empresas, de modo a satisfazer as ideias de novos
consumidores, derivados do alargamento do mercado de colocação de produtos, nomeadamente
a nível da União Europeia.
No entanto, as novas exigências marcam o marketing
actual e futuro, obrigando as empresas a criarem soluções que optimizem a sua
relação com os seus clientes, tornando-as mais próximas do seu mercado.
A importância actual dessa relação
aliada ao conceito de que "cada vez mais o produto é mais serviço", isto é, a
componente física não encanta totalmente o consumidor e este já começou a preferir a
assistência pós-venda e até as garantias que a marca dá relativamente ao seu futuro.
Por outro lado, e como razão causal, as
marcas sobrepõe-se claramente aos produtos. Assim, a imagem de marca e empresas tornam-se
elementos fundamentais de gestão de qualquer empresa.
Por isso, a problemática do service
management é hoje uma das peças prioritárias na gestão, principalmente em mercados
de grande concorrência.
A notoriedade e credibilidade que as marcas
consignam alcançar tornam-se num contributo determinante para a expansão do negócio,
fidelizando os actuais clientes e conquistando outros.
O conjunto de serviços que se podem
complementar aos que a marca já por si só signifique (bom atendimento no acto da compra,
imagem de qualidade diferente e melhor, de economia, de durabilidade, de prestígio, de
serviços pós-venda) influenciarão as decisões de compra dos clientes.
Ao conquistar novos clientes, novos
mercados, surge o desejo de crescer, a necessidade de expansão do negócio, o que
implicará estruturas maiores, novos pontos de venda, mais empregados, mais stocks
disponíveis para venda ou, noutra perspectiva, novos gastos, constantes e variáveis, e
despesas acrescidas.
Aqui surge pelo menos um de dois problemas:
Estarão disponíveis os meios financeiros
suficientes para essa expansão? E a que preço?
Qual a rentabilidade económica e a que
prazo, dos novos encargos e responsabilidades directas (por exemplo de pessoal)?
A resposta é dada entre outras
alternativas pelo recurso à Técnica do Franchising.
O franchising entendido como
técnica ou sistema estratégico que possibilita à empresa "controlar" o
consumidor, através do seu esquema de distribuição, é naturalmente um processo de hoje
e de amanhã, num marketing em evolução.
O sucesso alcançado, que abrange inúmeros
sectores económicos, explica-se pela atracção que o franchising exerce sobre:
As PME (Pequenas e Médias Empresas) que
procuram incrementar a sua implantação ou que recorrem a capitais alheios;
As Grandes Empresas, cujas margens de
comercialização são diminuídas, fruto das despesas de estrutura cada vez mais
elevadas.
As relações de "parceria",
facilitam uma melhor cobertura geográfica, quer a nível nacional, quer internacional,
mercê de uma rede exclusiva , sem terem de suportar totalmente os seus encargos
financeiros.
A originalidade fundamental do franchising
baseia-se no facto desta fórmula organizar a colaboração entre duas empresas
independentes, que resolveram contratualmente estabelecer um acordo e conceder, cada uma
delas, parte da sua independência.
Este sistema de negócios em expansão a
nível mundial, permite lucros a todos os intervenientes:
- Uma unidade empresarial poderá expandir
a sua actividade, alargar a sua área de influência e dimensão dos seus negócios sem os
correspondentes investimentos directos.
- É possível tornar-se empresário sem
riscos graves, sem um longo período de aprendizagem, com prováveis resultados positivos
logo após o arranque, numa actividade ou ramo que se considere interessante.
É pois, sobre esta técnica de
distribuição, o franchising, que se encontra em franca expansão no nosso país
nos últimos anos, que versará este trabalho.
No primeiro capítulo será feita uma
análise sobre a evolução do franchising no estrangeiro e em Portugal. Serão
analisado os países que mais impacto tiveram no desenvolvimento deste sistema de negócio
e o seu desenvolvimento no nosso país. Serão ainda analisados, no capítulo 2, os
principais sectores de actividade onde o franchising se encontra melhor
representado.
Na segunda parte, serão abordados assuntos
de interesse para quem pretende expandir ou adquirir um negócio em sistema de franchising.
No capítulo 3 serão levantadas as dúvidas mais comuns de quem quer por ele enveredar e
é caracterizado o conceito do negócio.
No capítulo 4, serão abordados os modelos
e tipos de franchising mais conhecidos e analisadas as formalidades do negócio.
Os empresários que querem expandir o seu
negócio com o mínimo de custos deverão observar as fases previstas no capítulo 5,
assim como as suas vantagens e desvantagens. As condições de sucesso de um sistema de franchising
têm a ver com as características que o franqueador procura no franqueado e o seu
modo de relacionamento.
No capítulo 6, serão abordados alguns dos
princípios básicos das relações entre os dois contratantes. Depois de concretizado o
negócio, há que alargar os horizontes e expandi-lo internacionalmente. No capítulo 7
veremos quais as melhores formas.
Mas nem sempre a vida do mundo dos
negócios é fácil. É preciso investir... e é necessário capital...
No capítulo 8 serão tratadas algumas das
principais soluções para quem quer investir e não tem o capital necessário. |