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PLANEAR O SUCESSO

 O sucesso do franchising como fonte de verdadeiras oportunidades para quem deseja estabelecer-se por conta própria ou mesmo para quem pretende expandir uma actividade é já um dado adquirido. Muitos são os casos de sucesso comprovado que das mais diversas formas chegam diariamente até nós. Ousadia, coragem, espírito de iniciativa, criatividade, fazem, sem dúvida, a diferença no mundo dos negócios. Mas, nada disto será suficiente sem ponderação, espírito crítico, capacidade de análise e um bom planeamento do que se pretende da actividade. O objectivo é mais do que evidente – evitar decisões precipitadas que possam de alguma forma comprometer o sucesso do seu negócio.

 Assim, nada melhor que começar por planear de forma objectiva tudo o que idealizou ao longo dos tempos, definindo objectivos e analisando até que ponto pode esse negócio ser lucrativo.
 Antes de mais defina a actividade onde está disposto a investir. A partir daí faça uma avaliação quanto ao público-alvo, quanto ao mercado, à concorrência, à melhor maneira de fazer chegar o produto ao consumidor, nas melhores condições de diferenciar o negócio, na melhor estratégia de o conduzir. Tudo isto considerando o capital disponível para investir. Analisando todas estas questões e uma vez avaliado o grau de risco que está disposto a suportar, o franchising pode apresentar-se como uma excelente solução, dependendo do seu perfil e dos seus objectivos.
 Comece por calcular o investimento necessário ao arranque da actividade. Este deve ser o ponto de partida. Nesta matéria é importante o apoio do franchisador. Cabe a este facultar toda a informação necessária relativa ao investimento para um cálculo fidedigno das necessidades nesta matéria, além da projecção quanto ao período de recuperação do capital investido. A existência de unidades piloto servirão de orientação, bem como a opinião colhida de todos os outros franchisados caso a actividade já esteja implantada no mercado. Calcular com precisão o investimento necessário ao arranque da actividade torna-se sem dúvida numa questão essencial para todos os franchisados dispostos a investir os seus recursos.
 Dada a importância do factor capital como grande motor deste processo, o financiamento de um projecto pode-se apresentar como uma verdadeira dificuldade sobretudo para pequenos empresários em fase inicial. Assim, nada melhor do que calcular o custo implícito a cada objectivo a atingir e calcular a quantia necessária para cumprir dentro do prazo. Neste contexto, avaliar com rigor a sua capacidade de endividamento de acordo com a situação financeira e a dimensão do negócio deve ser uma preocupação para todo o empresário, não atingindo margens de endividamento superiores às suas possibilidades, não descuidando porém uma certa margem de segurança que lhe permita desfrutar sem grandes problemas o início da sua actividade. Uma noção deturpada do valor do investimento necessário põe em causa, logo à partida, a viabilidade do negócio.

 Ao planear a sua actividade há que recolher todas as informações susceptíveis de influenciar o valor do investimento. Questões como o estado do estabelecimento, o custo do espaço, possíveis obras de remodelação, devem ser levadas em conta, bem como os custos de formação e publicidade e quais as acções do franchisador nesse sentido. Por outro lado, convém também definir se o valor de entrada a ser pago pelo franchisador aquando a adesão à rede poderá ser ou não considerado no valor do investimento total estipulado. E se o franchising se apresenta como uma solução para quem apresenta recursos mais limitados, pelo vasto leque de oportunidades que oferece e pela orgânica do próprio sistema, é de esperar por parte do franchisado um mínimo de capital que lhe permita suportar os encargos assumidos. Torna-se então necessária a existência de um fundo de maneio disponível, uma vez que são essas reservas que servirão de suporte ao arranque da actividade que não se espera lucrativa num período inicial. A compra de stocks também deve ser tida em conta, definindo-se desde logo o volume de facturação mensal considerado para o cálculo, determinando até que ponto este investimento pode ser financiado pelos fornecedores. Todos estes elementos devem, pois, ser considerados no investimento total, uma vez que ao bom planeamento da actividade se exige a plena noção de tudo o que possa estar incluído evitando-se, deste modo, imprevistos de última hora.

 Apresenta-se como dever do franchisador orientar o franchisado quanto ao investimento necessário, mas nada melhor que a colaboração de um profissional nesta área para uma melhor avaliação de todos os dados fornecidos e das mais diversas questões a serem colocadas antes da tomada de qualquer decisão.
 Planear de forma eficaz a actividade com base nos recursos existentes, na situação do mercado, nos cálculos precisos de investimento, custos e rendibilidade, na clara definição de objectivos e estratégias, conduz à melhor maneira de traçar o futuro, aumentando a capacidade de controlo de todo o contexto envolvente, contribuindo para uma maior capacidade de antecipação que se traduza em verdadeiras opções de peso no mercado, voltadas para o crescimento, para o progresso, para o sucesso que se espera rápido e pleno.

Por: Dúmia Ferreira