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Franchising gerou 3.600 postos de trabalho em 2010

Instituto de Informação em Franchising (IIF), a única entidade que analisa a evolução do franchising em Portugal, acaba de lançar os dados da 16ª edição do Censo do Franchising. De acordo com o estudo, no qual foram abrangidos os dados referentes a 2010, das marcas que operam sob este sistema em Portugal, verifica-se que os principais indicadores económicos cresceram face ao ano anterior. O volume de negócios gerado pelas empresas de franchising a operar em Portugal foi de 5.472 milhões de euros, que corresponde a 3,1% do PIB nacional e gerou mais 3.600 postos de trabalho, face ao ano anterior. O franchising emprega actualmente 73.143 pessoas, o que representa 1,5% do emprego em Portugal.

O dinamismo do sector reflecte-se na entrada de 73 novas marcas em sistema de franchising no mercado nacional em 2010. Ficou também patente uma retoma em termos de expansão de rede de algumas marcas, face ao ano de 2009. No total, operam 570 marcas em franchising no nosso país, mais 8% que no ano anterior. O mercado é actualmente constituído por 12.014 unidades em operação.

A taxa de marcas que descontinuaram as suas operações de franchising foi ainda em 2010 significativamente inferior à registada em 2009. Em 2010, o mercado nacional assistiu ao encerramento de 44 negócios em modelo de franchising, face aos 76 registados na edição anterior do Censo do Franchising.

De acordo com Andreia Jotta, directora do IIF: “A diminuição deste indicador deve-se essencialmente a uma triagem no mercado que foi efectuada logo no ano de 2009, em resultado do forte impacto da situação económico-financeira que se fez sentir na economia portuguesa desde o final de 2008, e que contribuiu para eliminar os projectos menos sólidos e que não conseguiram fazer face à falta de liquidez”.

Serviços lideram

Os serviços continuam não só a agregar o maior número de marcas - 53,7% do total das empresas a operar em Portugal inserem-se nesta categoria - como também são o sector dominante das novas marcas em 2010, dado que 61% das novas entradas são de empresas de serviços. Dentro deste segmento dos serviços, os subsectores que lideram são o comércio especializado (no qual se encontram por exemplo os conceitos de compra e venda de ouro que conheceram um grande crescimento no ano passado), as clínicas de estética e saúde e a formação e ensino.

Marcas nacionais crescem e reforçam aposta na internacionalização

Representando actualmente 59% das marcas em regime de franchising, os conceitos nacionais tiveram um crescimento de 12% relativamente ao ano anterior, caminhando para as tendências que se verificam já noutros mercados, como por exemplo o espanhol, no qual 81% das marcas em sistema de franchising já são de origem nacional.

Quando se analisa o país de origem das novas empresas de franchising, que iniciaram operações em 2010, verifica-se que 75% são de origem nacional. Estética, mediação de obras e energias são os subsectores responsáveis pelo maior número de aberturas.

Continuamos a assistir a uma consolidação da trajectória internacional das marcas portuguesas com mais de um quinto das marcas nacionais a operar em mercados estrangeiros, num total de 758 unidades em funcionamento, o que traduz uma taxa de crescimento de 12% face a 2009.

Das marcas que ainda não apostaram na internacionalização, 79% revelaram que possuem planos para expandir além-fronteiras a curto ou médio prazo (mais 31% que em 2009), o que demonstra que a expansão internacional está definitivamente na agenda dos empresários portugueses. Os mercados de destino das empresas de franchising são também mais diversos.

Espanha continua a ser o mercado mais natural e próximo, contudo, as marcas portuguesas já têm uma forte presença no Médio Oriente (Arábia Saudita, Dubai, Emirados Árabes Unidos) sendo a China, Índia, Rússia e alguns países da América Latina os destinos que apresentam maior interesse para os planos de expansão das marcas. O Brasil, graças ao crescimento económico que tem registado, a dimensão de um mercado com mais de 190 milhões de habitantes e a facilidade da língua oficial portuguesa, volta a revelar-se um mercado muito atractivo, enquanto Angola, apesar de ser um mercado estratégico e promissor para as empresas nacionais, é encarado como uma aposta a longo prazo, devido às dificuldades burocráticas, logísticas e de distribuição, bem como aos elevados custos de operação e redes de infra-estruturas deficitárias.

Crescimento sustentado em 10 anos

De forma geral, os dados do Censo do Franchising 2010 vêm reforçar a relevância deste modelo empresarial no nosso país, numa tendência de crescimento sustentado ao longo de dez anos de evolução e estimulação do empreendedorismo. De acordo com Andreia Jotta: “A análise, na última década, da evolução do franchising no nosso país demonstra que os principais indicadores da actividade no seu conjunto têm registado um crescimento contínuo e ininterrupto, numa clara demonstração de que o franchising é um sistema com capacidade de inovação e renovação, e torna-se o único modelo de negócio a registar crescimento mesmo em fases de maior contracção económica.”

O sistema de franchising é uma oportunidade mais sólida de investimento do que os negócios tradicionais, dado que os empreendedores podem contar com as estruturas de apoio das grandes empresas – formação, metodologias de operação, marketing, comunicação, serviços jurídicos, recursos humanos e instrumentos de gestão – que lhes são disponibilizadas pelo Master Franchise, e que constituem factores críticos de sucesso para quem pretende iniciar um novo negócio.

Em fases de contra ciclo económico, o franchising revela-se uma excelente opção para    quem procura investir e garantir o seu próprio emprego, e torna-se ainda um factor gerador de empregabilidade local. O empreendedorismo é uma característica natural dos portugueses, que podem encontrar neste modelo empresarial oportunidades de criar negócios inovadores, para operar a nível nacional e internacional, funcionando como um pólo gerador de actividade económica.

Sobre o IIF

· O IIF – Instituto de Informação em Franchising foi criado em 1996. O IIF é a entidade de referência na promoção do contacto entre os diversos grupos de interesse no franchsing, sejam eles franchisadores, empresas que procuram parceiros de negócio, franchisados, potenciais investidores ou fornecedores de produtos e serviços para as redes.

· Anualmente, cerca de 300.000 potenciais investidores/franchisados compram informação ao IIF e mais de 300 empresas franchisadoras, continuam a apoiar-se e a investir nos serviços de divulgação do IIF para expandir o seu negócio. Do cruzamento de todos os meios de divulgação resultam por ano centenas de novos franchisados.

· O Censo do IIF, realizado desde 1998, é a única fonte histórica da evolução do franchising em Portugal. Trata-se da uma fonte de informação oficial sobre o mercado que permite perceber a evolução do sistema de franchising em Portugal.